O que é a cirurgia minimamente invasiva? Conheça o procedimento

O que é a cirurgia minimamente invasiva? Conheça o procedimento

A cirurgia minimamente invasiva acontece por menores incisões cirúrgicas e menor lesão de tecidos adjacentes quando comparados à cirurgia tradicional.

Todo e qualquer procedimento com finalidade terapêutica ou diagnóstica que seja realizada por meio de incisões cirúrgicas pequenas ou de maneira percutânea pode ser considerada uma cirurgia minimamente invasiva.

Esse tipo de procedimento inclui princípios básicos como menor incisão cirúrgica e menor lesão de tecidos adjacentes à coluna quando comparados a procedimentos tradicionais.

Diante dos objetivos da cirurgia, não existem diferenças entre as técnicas minimamente invasivas e os métodos tradicionais. Ambos os procedimentos podem entregar descompressão de estruturas nervosas, artrodese e alívio da dor axial e/ou radicular.

Porém, quando possível, é ideal que o médico responsável opte pelo procedimento minimamente invasivo devido à recuperação mais rápida e menor lesão.

A técnica minimamente invasiva na coluna vertebral começou a ser desenvolvida na década de 60 devido ao aparecimento do microscópio cirúrgico. A partir daí, surgiram os primeiros instrumentos pensados para a técnica, bem como os afastadores e retratores.

Quais são os tipos de cirurgia minimamente invasiva?

Podemos subdividir a cirurgia minimamente invasiva em três grandes grupos de acordo com a forma como se acessa a coluna vertebral. Ela pode ser classificada em: via posterior, via anterior e via lateral.

Isso significa que a cirurgia é realizada, respectivamente, por trás, pela frente ou pela lateral do local objetivado. Precisamos ressaltar, ainda, que o procedimento minimamente invasivo pode ser realizado em todas as regiões da coluna: cervical, torácica e lombar.

Quando esse tipo de cirurgia é mais indicado ao paciente?

É importante deixar claro que a decisão sobre o tratamento cirúrgico deve ser baseada em avaliação adequada por meio de histórico e exame físico detalhada, além de exames complementares de imagem, laboratoriais e neurofisiológicos.

Sempre que possível, e se for recomendado ao caso do paciente pelo médico responsável, as técnicas minimamente invasivas devem ser utilizadas.

Infelizmente, muitas vezes essas técnicas podem ser recusadas ou dificultadas pelos convênios médicos. Isso acontece porque muitos planos de saúde reconhecem esses métodos como sendo muito custosos economicamente.

Existem contraindicações para a técnica?

Assim como qualquer procedimento, a cirurgia minimamente invasiva tem contraindicações. Entre eles estão deformidades do tipo escoliose de alto grau, fraturas complexas, tumores da coluna vertebral associadas à compressão e deformidade estrutural significativa.

Além disso, esse procedimento não é indicado para pacientes que apresentam patologias extensas da coluna vertebral ou infecções na área.

Isso porque, no primeiro caso, são doenças que podem estar causando compressão de múltiplas estruturas anatômicas e no segundo, estar associada à instabilidade biomecânica e o paciente não apresentar condições clínicas adequadas de passar pelo procedimento.

Em todos os casos citados acima, o indicado é que o paciente passe por um procedimento cirúrgico convencional.

Como acontece o procedimento minimamente invasivo?

O procedimento em si apenas acontece depois que o médico e o paciente trabalharam juntos no planejamento da cirurgia. Ou seja, conversaram sobre o procedimento, tiraram todas as dúvidas e sabem exatamente o que será feito e que efeito está sendo objetivado.

De forma muito simplificada, após a anestesia e o preparo da região anatômica a ser tratada, e mediante ao uso dos métodos de apoio (por exemplo, radioscopia e navegação), confirmamos a área de interesse.

E depois, se realiza uma pequena incisão para executar o procedimento conforme o plano de cirurgia já acordado.

É importante ressaltar que todo e qualquer procedimento minimamente invasivo deve ser realizado sob analgesia local e sedação anestésica ou mediante anestesia cujos métodos e técnicas podem variar dependendo da complexidade do tratamento proposto.

Como é a recuperação?

Quando proposto e realizado adequadamente, o procedimento minimamente invasivo tende a produzir menor desconforto no paciente. Também trazem menor dor no período pós-operatório, causando menos sangramento que os procedimentos convencionais.

Por esse motivo, acabam por trazer uma recuperação mais rápida e tranquila ao paciente, favorecendo a mobilização precoce quando comparado ao tratamento cirúrgico aberto. Entenda todos os aspectos da recuperação de um procedimento cirúrgico neste artigo.

Você recebeu um diagnóstico de cirurgia minimamente invasiva e ainda tem dúvidas? Entre em contato e agende sua consulta.

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DR. FABIO DOS SANTOS

CREMERS 17845

Médico Neurocirurgião, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com foco em Cirurgia de Coluna Vertebral e Tratamentos Minimamente Invasivos na Coluna… Saiba mais.

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