Dor Crônica quando a dor se torna uma doença

Dor Crônica: quando a dor se torna uma doença

A dor crônica na coluna, em sua definição mais genérica, se caracteriza por todo o episódio de dor contínua superior a 3 meses.

A dor crônica na coluna, em sua definição mais genérica, se caracteriza por todo o episódio de dor contínua superior a 3 meses.

O paciente acometido pela dor crônica pode experimentar perda na qualidade de vida, redução de produtividade no trabalho, diminuição da autoestima decorrente das limitações e, inclusive, ser afetado em diversas ocasiões na vida social e pessoal.

Do ponto de vista terapêutico, o diagnóstico feito corretamente é fundamental para que medidas de tratamento adequadas sejam adotadas, buscando a melhora da qualidade de vida em todos os aspectos.

1 Quais são os principais sintomas associados à dor crônica na coluna?

Para entender os sintomas da dor crônica na coluna de cada paciente é essencial observar o histórico médico e sintomático do paciente em questão.

No histórico, é importante definir quais fatores desencadeiam ou aliviam a dor, sua intensidade, frequência e duração.

Além disso, é preciso observar sintomas adicionais, como febre, histórico de emagrecimento recente, piora noturna da dor, alteração de hábito intestinal (evacuação) e disfunção vesical (micção) ou sexual.

Histórico de câncer, traumatismos recentes e uso crônico de álcool ou drogas são igualmente importantes.

Em cada caso, a definição exata desses aspectos, junto ao exame físico adequado, já pode sugerir diagnósticos, necessidades específicas de investigação ou alguma medida de tratamento.

2 Quem pode desenvolver uma dor crônica na coluna? Existe algum grupo de risco?

Independente do tipo específico de dor, é impossível identificar ou prever quais indivíduos estão mais propensos a desenvolver dor crônica na coluna.

Predisposição genética individual e familiar podem estar presentes em subtipos específicos de síndromes dolorosas crônicas.

Porém, as pesquisas neste campo ainda necessitam de avanço para que se possa estabelecer protocolos de tratamento ou prevenção ao desenvolvimento da dor crônica.

Existem diversas linhas de pesquisa atuais que buscam aumentar a compreensão dos mecanismos neurais de controle e do desenvolvimento da dor crônica, tanto a nível cerebral e medular, quanto a nível das terminações nervosas nas diversas estruturas anatômicas.

Portanto, não seria correto afirmar que existe um grupo mais propenso ao desenvolvimento da dor crônica na coluna, já que esse tipo de dor pode surgir em contextos clínicos muito diversos.

3 Quais são as possíveis causas para as dores crônicas na coluna?

Existem casos em que a medicina não é capaz de descobrir a origem da dor crônica, especialmente porque não existe um grupo de risco específico.

Porém, podemos afirmar que nos casos em que é possível definir uma cauda para a dor os tipos mais frequentes são relacionados às seguintes patologias:

  • Causas Mecânicas (97% dos casos): os exemplos mais comuns dessa causa são a discopatia degenerativa, hérnia discal, dor facetária, disfunção da articulação sacro-ilíaca, canal estreito lombar, fraturas na coluna vertebral, artropatia do quadril e dores musculares diversas (pontos gatilho, contraturas musculares, dores miofasciais e fibromialgia).
  • Causas não Mecânicas (1% dos casos): os exemplos são os tumores, infecções e hematomas na coluna vertebral.
  • Outras causas (2% dos casos): exemplos são as doenças cardiovasculares (aneurisma e dissecção da aorta), doenças hematológicas (crise falcêmica), doenças renais (cálculos renais e pielonefrites) e patologias pélvicas diversas (prostatite, massas localizadas no retroperitôneo e endometriose).

4 Quando buscar ajuda para tratar a dor crônica?

Os pacientes portadores de dor crônica na coluna vertebral submetidos a tratamentos conservadores e/ou cirúrgicos prévios podem, eventualmente, se beneficiar de uma revisão do seu caso.

Em cada situação, é fundamental a avaliação médica presencial para a revisão de aspectos relacionados aos procedimentos cirúrgicos prévios e à realização de exames complementares a cada caso.

5 Como é feito o diagnóstico para saber se é dor crônica?

O diagnóstico, nesse caso, se baseia no histórico completo do paciente, nos tratamentos previamente realizados ou não, no exame físico detalhado e nos exames complementares adequados a cada caso.

A consulta médica presencial é essencial em todos os casos. Só assim, o profissional poderá ter o quadro completo e indicar os tratamentos mais adequados.

6 Qual é o principal tratamento para esse tipo de dor?

É muito natural que o sofrimento prolongado do paciente e suas expectativas frustradas gerem respostas emocionais de natureza negativa.

Esse tipo de resposta não contribui em nada para a busca de soluções adequadas e satisfatórias.

Os princípios de tratamento podem incluir estratégias tão diversas como analgesia específica e terapias complementares, como psicoterapia, psicanálise, hipnoterapia, acupuntura, fisioterapia, hidroterapia, ajustes de natureza nutricional, reabilitação e recondicionamento físico.

Dependendo da natureza da dor crônica na coluna, os procedimentos cirúrgicos muito específicos podem ser recomendados.

Esse tipo de procedimento necessita, sempre, estar alinhado a uma estratégia ampla de tratamento. Os objetivos precisam ser claros e definidos juntamente com os pacientes e seus familiares.

7 Cirurgia na coluna pode resolver a dor crônica na coluna?

Não é adequado afirmar que um procedimento cirúrgico na coluna pode solucionar definitiva e completamente a dor crônica.

A natureza crônica da dor não pressupõe uma cura, mas sim um alívio parcial da dor em graus variáveis, sempre dependendo da complexidade de cada caso.

No entanto, é só após a avaliação cuidadosa de cada caso específico que se definirá a necessidade ou não desse procedimento.

A cirurgia na coluna, quando bem indicada, planejada e executada, associada a uma estratégia de cuidado mais ampla, à outras terapias adicionais e uma analgesia satisfatória, pode contribuir para a melhora da qualidade de vida.

Neuroestimuladores na Coluna: quando recorrer ao procedimento que modula a dor?

Pacientes que sentem dor crônica e já tenham, previamente, sido submetidos à cirurgias na coluna podem necessitar de investigação por meio de exames.

Assim como, eventualmente, podem necessitar passar por revisões cirúrgicas em situações específicas, como reaparecimento e progressão de dor severa e intratável ou pelo aparecimento e progressão de sintomas neurológicos previamente existentes, como paralisias ou perda de sensibilidade.

Não hesite em consultar conosco em caso de dúvidas sobre seu tratamento.

8 Neuroestimuladores medulares podem ajudar nos casos de dores crônicas na coluna?

Os neuroestimuladores medulares podem contribuir para o tratamento específico de síndromes dolorosas crônicas da coluna vertebral quando indicados pelo profissional responsável.

Confira aqui um tópico específico sobre esse tratamento.

Eles são uma solução que modula a dor por meio de eletrodos posicionados estrategicamente na coluna vertebral e são acompanhados por um gerador de impulsos elétricos que trafegam pela medula espinhal até estruturas específicas do cérebro.

Caso você tenha qualquer dúvida sobre um tratamento indicado por um profissional ou sobre uma dor que você desconfia ser crônica, entre em contato conosco e agende uma consulta.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO CORRETO

Não substitua a consulta médica presencial

Por mais que seja tentador encontrar as respostas para sua dor na internet, alertamos que nenhuma informação deste portal, e de qualquer outro, substitui o diagnóstico feito por um médico. As dores nas costas podem não ser sintomas isolados, mas fazer parte de uma série de sintomas que apenas um profissional especializado conseguirá entender e diagnosticar.

Lembre-se: sua coluna não se comunica sozinha.
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DR. FABIO DOS SANTOS

CREMERS 17845

Médico Neurocirurgião, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com foco em Cirurgia de Coluna Vertebral e Tratamentos Minimamente Invasivos na Coluna… Saiba mais.

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