Bloqueios ou infiltrações na coluna: conheça os aspectos gerais e como funcionam

Bloqueios ou infiltrações na coluna: aspectos gerais e como funcionam

As infiltrações na coluna, também conhecidas como bloqueios, são um procedimento para tratamento da dor e possibilitam diagnósticos mais precisos.

As infiltrações na coluna, também conhecidas por bloqueios, são um procedimento que podem ser realizados com duas finalidades distintas. Podem ser usados tanto para confirmar um diagnóstico específico de localização de dor bem como tratamento para essa dor.

Durante o procedimento, o paciente recebe injeções por meio de finas agulhas contendo um medicamento previamente selecionado pelo médico assistente. Podem ser utilizadas uma ou mais substâncias farmacológicas no procedimento, dependendo do tipo de dor, localização e objetivo do método.

O procedimento deve ter consentimento prévio por escrito do paciente. Nesse consentimento detalha-se o tipo de bloqueio, os principais riscos associados ao método e sua finalidade.

É importante ressaltar que nenhum bloqueio tem por finalidade um alívio definitivo ou permanente da dor. Mas é correto afirmar que podem trazer alívio satisfatório para a dor em diversos contextos clínicos em graus variados e por tempo variável, dependendo da natureza de cada caso.

A coluna é uma região anatômica que compreende diversas estruturas que podem causar dor e, por isso, existem tipos de bloqueios específicos para cada uma das regiões de interesse terapêutico.

1 Como é feito o procedimento?
2 Para que casos as infiltrações são indicadas?
3 Quais são os maiores riscos?
4 Quais são os principais cuidados pré-procedimento?
5 Como é a recuperação?

1 Como é feito o procedimento?

O procedimento deve ser realizado somente por um profissional médico habilitado e treinado para a execução do método. Dependendo da natureza e da complexidade da dor, estes são os profissionais mais indicados: anestesiologista, neurocirurgião, fisiatra, radiologista intervencionista e ortopedista.

As infiltrações na coluna devem ser realizadas em ambiente hospitalar estéril. É necessário o uso de Raio-X ou Tomografia Computadorizada para uma melhor precisão, segurança e eficácia do método.

Os bloqueios podem ser realizados sob anestesia local e sedação para maior conforto do paciente, que, durante o procedimento, tem seus sinais vitais rotineiramente monitorados.

Em geral, são utilizados um ou mais medicamentos durante o procedimento, dependendo da finalidade do método (diagnóstico ou terapêutico).

É preferível que o processo seja acompanhado por um médico anestesiologista.

2 É indicado em que situações?

A aplicação de infiltrações na coluna tem duas ações principais: analgésica aguda, aliviando a dor por meio do bloqueio analgésico de uma região anatômica específica, e anti-inflamatória a médio e longo prazo, diminuindo a inflamação que pode estar relacionada à causa da dor.

Pode ser indicada nas diversas modalidades de dor e em casos associados à patologias específicas da coluna vertebral. São, especialmente, indicadas para casos de hérnia de disco, estenose de canal vertebral, estenose foraminal e estenose de recesso lateral da coluna. Além disso, também são aplicadas a pacientes com sintomas associados à compressão específica de raízes nervosas.

3 Quais são os maiores riscos?

As infiltrações na coluna podem ser contraindicadas em casos de:

  • Infecção próxima ao local de realização da técnica;
  • Casos de infecção generalizada;
  • Pacientes com distúrbios de coagulação sanguínea; ou que façam uso crônico de anticoagulantes por orientação médica;
  • Pacientes com diabetes mellitus de controle irregular;
  • Pacientes com glaucoma;
  • Pacientes grávidas;
  • Pacientes com doenças cardíacas.

Os pacientes que apresentam as doenças acima relacionadas podem ter suas condições de saúde agravadas pela administração dos diversos agentes farmacológicos utilizados. Portanto, é preciso uma avaliação correta por parte do médico, que deverá levar em conta os riscos e os benefícios envolvidos no contexto de cada paciente.

Os riscos mais comuns relacionados aos bloqueios são:

  • Reações alérgicas ao medicamento injetado ou ao antisséptico utilizado;
  • Infecção no local de bloqueio (precoce ou tardia);
  • Sangramento local ou hematomas;
  • Cefaléia pós-punção, que podem ocorrer em bloqueios na região epidural;
  • Injeção acidental intravascular ou em nervos próximos ao local do bloqueio.

4 Quais são os principais cuidados pré-procedimento?

Como as infiltrações, na maior parte das vezes, não envolvem uma operação, os cuidados a se tomar são de precaução. As principais indicações são:

  • Jejum de alimentos e líquidos por oito horas;
  • Avisar ao médico sobre todos os remédios de uso recente ou contínuo. Caso esteja utilizando anticoagulantes, os mesmos deverão ser descontinuados previamente de acordo com consulta médica;
  • Levar todos os exames realizados, especialmente a ressonância magnética e os exames laboratoriais recentes;
  • Um familiar ou responsável deverá acompanhar o paciente no dia de realização do procedimento.

5 Como é a recuperação?

Normalmente, os pacientes podem ir para casa no mesmo dia da aplicação das infiltrações. O mais recomendado é que eles estejam acompanhado de um responsável e que não dirijam ou viagem em transporte público sozinhos.

É recomendável não ingerir bebidas alcoólicas e ter um leve repouso durante as 24h seguintes à alta hospitalar. A maior parte dos pacientes pode realizar esforços físicos leves após o segundo dia de procedimento, porém, os esforços físicos intensos só estão liberados para sete dias depois.

Depois de alguns dias, o paciente deve retornar ao consultório para revisão médica e discussão dos resultados do método em termos de alcance terapêutico. Além disso, caso o paciente observe qualquer alteração em seu estado físico, precisa comunicar ao médico imediatamente.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO CORRETO

Não substitua a consulta médica presencial

Por mais que seja tentador encontrar as respostas para sua dor na internet, alertamos que nenhuma informação deste portal, e de qualquer outro, substitui o diagnóstico feito por um médico. As dores nas costas podem não ser sintomas isolados, mas fazer parte de uma série de sintomas que apenas um profissional especializado conseguirá entender e diagnosticar.

Lembre-se: sua coluna não se comunica sozinha.
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DR. FABIO DOS SANTOS

CREMERS 17845

Médico Neurocirurgião, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com foco em Cirurgia de Coluna Vertebral e Tratamentos Minimamente Invasivos na Coluna… Saiba mais.

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