Quais são os riscos de uma cirurgia na coluna?

Quais são os riscos de uma cirurgia na coluna?

Antes de qualquer coisa, é preciso esclarecer que os riscos de uma cirurgia da coluna devem ser avaliados de maneira individual.

Antes de falarmos sobre as características e os principais riscos da cirurgia da coluna, precisamos falar sobre o medo que muitos pacientes sentem quando o médico responsável pelo diagnóstico apresenta o procedimento como alternativa de tratamento.

O medo de procedimentos cirúrgicos é comum e natural. Entretanto, pode se originar a partir de uma compreensão inadequada da enfermidade em todos os seus aspectos ou por dúvidas não esclarecidas sobre o procedimento.

O paciente pode ainda apresentar o medo da cirurgia baseado em crenças negativas pessoais ou de familiares, ou por desconhecimento da gravidade da enfermidade ou das consequências possíveis ao recusar ou atrasar um tratamento cirúrgico recomendado pelo médico responsável.

Neste artigo, falaremos sobre alguns aspectos relacionados  ao medo da cirurgia da coluna, bem como esclarecer como médicos avaliam os riscos específicos para o paciente que necessita de um procedimento cirúrgico na coluna vertebral.

O medo de fazer uma cirurgia da coluna

Quando o paciente  se surpreende negativamente ao receber uma recomendação de tratamento cirúrgico, não é raro que busque por diversos especialistas que compartilhem de suas crenças pessoais buscando evitar por vezes a qualquer preço um procedimento desta natureza.

O medo da cirurgia pode fazer com que o paciente acredite que o tratamento conservador seja a única alternativa para a melhora de seu quadro. Muitos desses pacientes algumas vezes são apoiados por seus familiares, que sem qualquer conhecimento técnico adequado ou específico, também compartilham das mesmas crenças.

Um conceito médico que não parece ser de conhecimento comum da maioria das pessoas diz respeito às repercussões possíveis de uma enfermidade da coluna sobre a vida dos pacientes. 

Não tratar uma doença da coluna vertebral de maneira adequada pode trazer uma piora no estado de saúde do paciente e na sua qualidade de vida.

Alguns pacientes optam por passar boa parte de suas vidas sofrendo com dores crônicas , com a perda e diminuição de função dos membros, com a  queda da produtividade no trabalho e restrição em diversas atividades de sua vida pessoal, com a perda de autoestima, depressão e gastos financeiros elevados com tratamentos alternativos, por conta de um receio de serem tratados com técnicas cirúrgicas que poderiam sim proporcionar uma melhoria de sua condição de saúde.

Em todos os casos, cabe ao médico responsável esclarecer todo e qualquer aspecto relacionado ao diagnóstico da condição clínica do paciente bem como o procedimento cirúrgico recomendado em todos os seus pormenores em uma conversa franca e objetiva com o paciente e seus familiares.

É fundamental que haja o entendimento completo sobre os o alcance e objetivos do tratamento cirúrgico proposto para que fique claro para o paciente o que pode melhorar e o que não poderá ser melhorado pelo procedimento e quais as possibilidades de tratamento complementares adicionais que possam ser efetivados para que o paciente possa obter a melhora de sua condição.

Como se avalia os riscos da cirurgia da coluna?

Como nenhum paciente é igual ao outro, é correto afirmar que cada pessoa pode apresentar risco cirúrgico distinto para cada tipo específico de procedimento. Portanto, a avaliação de risco sempre deve incluir uma avaliação detalhada de todos os aspectos relativos à saúde geral do paciente.

Em casos específicos, podem ainda ser solicitados exames laboratoriais diversos, exames cardiológicos e uma avaliação médica adicional pré-operatória por meio de pareceres específicos de outras especialidades, tais como cardiologia. 

Com frequência, pacientes portadores de doenças da coluna vertebral são surpreendidos durante o exame físico na consulta médica com a constatação de  limitações de ordem física desconhecidas previamente tais como a presença de déficits neurológicos (paralisias e alterações de sensibilidade corporal).

Portanto, poderíamos acrescentar que a avaliação completa do risco cirúrgico deve sempre incluir uma análise detalhada da enfermidade da coluna e de todas as suas manifestações clínicas e exames complementares adicionais serão necessários segundo a conveniência singular de cada caso a critério do médico responsável.

Pode ainda ser necessário que o paciente passe pela avaliação de outros profissionais médicos especializados em diferentes áreas dependendo de aspectos individuais de saúde de cada caso.

Os pareceres desses especialistas relevantes ao caso são de suma importância pois auxiliam a equipe cirúrgica e anestésica recomendando ajustes necessários no cuidado do paciente antes, durante e após a realização do procedimento proposto.

O conjunto dessas informações é muito importante pois permite ao médico e seu paciente uma qualidade de informação que, em todos os casos, resultará na tomada de decisão sobre o tratamento cirúrgico muito mais adequada a cada caso.

Quais são os riscos da cirurgia na coluna?

Como mencionado anteriormente, os riscos de uma cirurgia da coluna devem ser avaliados de maneira individual.

No melhor interesse do paciente, os procedimentos cirúrgicos complexos e de grande porte podem necessitar de internação pós-operatória em UTI, cabe ao médico responsável antecipar esse cenário e executar o planejamento de forma detalhada.

Em todos os casos, o papel do médico assistente é esclarecer o procedimento cirúrgico proposto em detalhes relacionando ainda possíveis efeitos de aparecimento durante o período de recuperação do paciente, bem como oferecer todas as informações adicionais que ele, e seus familiares, podem vir a requerer. 

Os riscos de um procedimento da coluna dependem de cada caso, do histórico médico pessoal do paciente, da  natureza e complexidade da doença a ser tratada e do tipo de procedimento cirúrgico indicado pelo médico assistente.

Como já explicamos anteriormente, devido a ampla gama de possibilidades e de técnicas cirúrgicas disponíveis, neste artigo mencionaremos apenas riscos genéricos e amplos e alguns dos fatores que poderão influenciar ou modificar no cálculo de risco de cada caso bem como requerer ajustes na execução no tratamento cirúrgico recomendado.

As informações contidas aqui não devem ser vistas como determinantes para casos específicos. Em cada caso uma conversa adequada com o seu médico pode ser fundamental para a sua tomada de decisão de tratamento. 

Alguns dos fatores de riscos adicionais são relacionados a doenças preexistentes tais como: 

  • Histórico prévio de doença cardíaca;
  • Doença do aparelho circulatório;
  • Doença pulmonar;
  • Doença oncológica (prévia ou atual);
  • Doenças metabólicas ósseas e endocrinológicas como osteopenia ou osteoporose, diabetes, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo;
  • Doenças neurológicas como epilepsia, AVC e polineuropatias;
  • Doenças ou medicamentos que afetem a coagulação sanguínea;
  • Insuficiência renal ou histórico de infecções urinárias de repetição;
  • Doenças do fígado;
  • Alergias ou alterações imunológicas prévias (relacionadas à doença oncológica, genética ou HIV);
  • Doenças infecciosas como hepatite;
  • Histórico de uso de álcool, fumo ou drogas.

Além disso, se o paciente apresentar alguma doença psiquiátrica ou neurológica, como Alzheimer ou outra forma de demência, pode afetar sua capacidade de colaboração e compreensão durante o pré e pós-operatório. Isso pode gerar riscos adicionais.

Por isso, é importante que o médico seja sempre informado sobre toda e qualquer doença preexistente no histórico do paciente e sobre medicamentos de uso contínuo. Além disso, determinados procedimentos podem não ser adequados a determinadas faixas etárias.

É ainda importante relatar a equipe médica se ocorreram reações adversas em cirurgias prévias bem com o histórico de alergias a medicamentos utilizados previamente.

Algo importante a ser mencionado

Em todos os  casos, as particularidades de cada paciente podem determinar possíveis cenários distintos  de evolução clínica após um determinado tratamento cirúrgico.

É correto afirmar que em cirurgia da coluna não existem, portanto, garantias de resultados específicos. É fundamental que o paciente e seus familiares entendam este conceito antes da tomada de decisão em relação ao tratamento cirúrgico recomendado.

Você ainda tem dúvidas sobre os riscos da cirurgia da coluna? Entre em contato conosco e agende uma consulta para entender melhor o procedimento. 

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO CORRETO

Não substitua a consulta médica presencial

Por mais que seja tentador encontrar as respostas para sua dor na internet, alertamos que nenhuma informação deste portal, e de qualquer outro, substitui o diagnóstico feito por um médico. As dores nas costas podem não ser sintomas isolados, mas fazer parte de uma série de sintomas que apenas um profissional especializado conseguirá entender e diagnosticar.

Lembre-se: sua coluna não se comunica sozinha.
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DR. FABIO DOS SANTOS

CREMERS 17845

Médico Neurocirurgião, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com foco em Cirurgia de Coluna Vertebral e Tratamentos Minimamente Invasivos na Coluna… Saiba mais.

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